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Trançando Caminhos: O Cabelo como Símbolo de Liberdade

Trançando Caminhos: O Cabelo como Símbolo de Liberdade — Yanne Lilázia Lisboa Moreno

Trançando Caminhos: O Cabelo como Símbolo de Liberdade

Trança | Identidade | Educação Antirracista

Você já parou para pensar no poder que existe nos cabelos? Para muitas pessoas, o cabelo é estética; para a população negra, é memória, identidade e resistência. Neste texto, apresentamos reflexões do projeto de TCC Trançando Caminhos, de Yanne Lilázia Lisboa Moreno estudante do Curso de Artes Visuais da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará - UNIFESSPA. Yanne, também conhecida popularmente como "Sereia", é trancista especialista em tranças afro, como as Nagô, uma negra paraense da gema que viu uma oportunidade de elencar o seu trabalho como temática do TCC. O trabalho da autora acadêmica aborda a resistência cultural, estética e humana que as tranças carregam, além da importância na luta contra estereótipos e preseconceitos e a força de representatividade que elas carregam.

Vamos conhecer esse trabalho? Na introdução a autora explora de forma sólida a hostoricidade das tranças, sua representatividade e importâcia.

A história que as tranças contam

As tranças sempre foram muito mais que enfeites: na África elas indicavam origem, identidade étnica, status e até mensagens codificadas. Durante a escravidão, o cabelo negro sofreu violência simbólica — como a imposição do corte — numa tentativa de apagar memórias e laços culturais.

Mesmo assim, esse saber atravessou gerações. Na diáspora, as tranças resistiram e, em momentos como o Black Power, tornaram-se símbolos de afirmação política e orgulho.

É importante discutimos a historicidade negra e as mais diversas formas de resistência que foram exercidas por essa população. Em seu trabalho, a autora expressa isso de forma explicita, explicitando a importância da discussão em ambientes fundamentais, como a escola.

Por que discutir tranças na escola?

A escola é central na formação social; por isso, tratar o cabelo negro apenas como estética reforça discriminações. A Lei 10.639/03 é um marco, mas sua efetivação exige materiais, formação docente e práticas contínuas.

  • Valorizar contribuições negras em todas as áreas;
  • Desconstruir estereótipos e padrões eurocêntricos;
  • Fortalecer a autoestima e a identidade das crianças negras.

Metodologia do estudo

O projeto combina pesquisa bibliográfica e práticas com estudantes: oficinas de tranças, entrevistas, questionários e observação. A abordagem é qualiquantitativa, permitindo aproximar percepções individuais e evidências coletivas.

Resultados esperados

Através da execução do projeto a autora Espera promover respeito à diversidade, reduzir práticas discriminatórias na escola, valorizar a estética negra e despertar consciência crítica entre estudantes, professores e comunidade escolar.

Conclusão

O cabelo negro é identidade. As tranças traduzem ancestralidade, resistência e histórias que precisam ser estudadas e celebradas. O trabalho de Yanne Lilázia Lisboa Moreno reforça que educar para a diversidade é construir caminhos de liberdade e respeito.

Imagem da Autora
Yanne Lilázia Lisboa Moreno

Principais Referências

COOPER, H. Ensino de história na educação infantil e anos iniciais. Curitiba: Base, 2012.

FERREIRA, R. Afro-descendência: Identidade em construção. São Paulo: EDUC, 2004.

MBEMBE, A. Crítica da razão negra. Lisboa: Antígona, 2017.

Lei 10.639/03 — Ensino da História e Cultura Afro-Brasileira e Africana.

Projeto de TCC elaborado por Yanne Lilázia Lisboa Moreno — Marabá-PA, 2024
Palavras-chave: tranças afro • identidade • educação antirracista

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